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3.3 Negociação - Ary Júnior Barreiros da Silva

11/07/2016

Esta unidade aborda informações sobre o processo de negociação. Às vezes, no momento de tomar decisões conjuntas, as partes envolvidas têm preferências diferentes. E aí, como resolver esse impasse? Vamos lá?

TEORIA

Leia, agora, um texto de Malba Tahan, do seu livro O Homem que Calculava, ilustrativo do assunto que estamos estudando.

A AVENTURA DOS 35 CAMELOS

"Poucas horas havia que viajávamos sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registro, na qual meu companheiro Beremiz, com grande talento, pôs em prática as suas habilidades de exímio algebrista".

Encontramos, perto de um antigo caravançará meio abandonado, três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos:

– Não pode ser!

 Isto é um roubo! – Não aceito!

O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.

– Somos irmãos - esclareceu o mais velho - e recebemos, como herança, esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa do meu pai, devo receber a metade, o meu irmão HamedNamir uma terça parte e ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte.

Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos e a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça parte e a nona parte de 35 não são exatas?

– É muito simples – atalhou o Homem que Calculava.

– Encarrego-me de fazer, com justiça, essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que, em boa hora, aqui trouxe!

Neste ponto, procurei intervir na questão: - Não posso consentir em semelhanteloucura! Como poderíamos concluir a viagem, se ficássemos sem camelos?

– Não te preocupes com o resultado, ó bagdali! – replicou-me em voz baixa Beremiz.

Ary Júnior Barreiros da Silva

Natural de Urussanga (SC). Foi goleiro de futebol de Salão do Benfica – Imbituba-SC  e atleta de handball da CME e Laguna na década de 70. Em Concórdia (SC), onde reside atualmente, atuou como diretor do Concórdia Atlético Clube.  Acompanha o Criciúma desde 1978 quando era aluno da Escola Técnica Federal de Santa  Catarina, em Florianópolis, e as cores do uniforme ainda eram o azul e branco. Nessa época, presenciou grandes atuações do time comandado por Ademir Patrício, Laerte, Serrano, entre outros, fazendo-se assim, torcedor desde então. 

Formado em Direito e Administração de Empresas, Mestre em Direito Internacional. Professor Universitário. Tem programa semanal na 104 FM de Concórdia-SC.  Preside atualmente o Miura Clube de Santa Catarina (Veteran Car) e a OSCIP Ventre Livre na cidade de Concórdia.

 

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