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A Série B: Estrada para um fiasco anunciado. - Ary Júnior Barreiros da Silva

05/05/2016

Impressionante a pequenez em que se encontra o Criciúma.  Fazer do campeonato catarinense uma vitrine para a montagem do grupo que disputará a Série B é de uma ingenuidade (para amenizar nos termos) impressionante.

Há 2 meses atrás mencionávamos aqui quais seriam as contratações do Criciúma e, pressupondo o acerto nessa análise, fizemos críticas contundentes.  Dizíamos que os contratados seriam:  Izaac -Inter-Lages, Aldair- Camboriú, Alex Maranhão e Hélio Paraíba-Guarani.  Pois bem, erro somente em relação ao atacante do Leão Baio pois que esse não acertou as bases salariais.  Ora, distante do Heriberto Hulse, ainda assim, pode-se prever como pensa a atual diretoria, ou seja, não pensa.

O nível do campeonato estadual de Santa Catarina jamais será parâmetro para qualificar um time de futebol com foco na Série B, como é o caso do Criciúma.  Não resta muito o que fazer.  Time fraco e sem entrosamento, Departamento de Futebol sem um grupo com visão holística, presidente que se apropriou do Tigre e “se acha” sem trazer ganho algum para o clube e, ainda, a “lambança” quanto à recuperação dos atletas Jheimy e João Afonso associadas aos desmandos no Departamento Médico do clube.

Por fim, Roberto Cavalo começa a anunciar a própria queda.  E o próprio tem responsabilidade nesse ato.  Por vários fatores.  Assumiu um grupo ruim e se omitiu.  Tem sido responsável pelas contratações de verdadeiras nulidades para compor o elenco.  Com 2 semanas para a estreia não tem um grupo definido para a competição.  Em resumo, com a desconfiança e a indignação do torcedor, um grupo fraco para trabalhar e com uma direção literalmente sem norte o que esperar para o restante do ano de 2016?

Em tempo:  a eliminação da Copa Brasil parece ter causado surpresa à imprensa de Criciúma.  Acompanham o dia a dia do time e acreditam em milagres?  

Ary Júnior Barreiros da Silva

Natural de Urussanga (SC). Foi goleiro de futebol de Salão do Benfica – Imbituba-SC  e atleta de handball da CME e Laguna na década de 70. Em Concórdia (SC), onde reside atualmente, atuou como diretor do Concórdia Atlético Clube.  Acompanha o Criciúma desde 1978 quando era aluno da Escola Técnica Federal de Santa  Catarina, em Florianópolis, e as cores do uniforme ainda eram o azul e branco. Nessa época, presenciou grandes atuações do time comandado por Ademir Patrício, Laerte, Serrano, entre outros, fazendo-se assim, torcedor desde então. 

Formado em Direito e Administração de Empresas, Mestre em Direito Internacional. Professor Universitário. Tem programa semanal na 104 FM de Concórdia-SC.  Preside atualmente o Miura Clube de Santa Catarina (Veteran Car) e a OSCIP Ventre Livre na cidade de Concórdia.

 

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