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A Série B vai começar. E daí? - Ary Júnior Barreiros da Silva

19/04/2016

Um ano que não vai acabar bem.  E por que? A estrutura do Criciúma Esporte Clube é boa, sim.  Porém, o planejamento que por lá se implantou não está à altura do clube.  A projeção precipitada dos meninos da base, a lambança no departamento médico, a venda de Roger Guedes, cujo retorno ainda não se sabe o que virá, são provas de alguns erros crassos desse grupo que hoje comanda o TIGRE.  Há vinte dias do início da Série B, não  setem grupo montado e o que dispõe até então, é de uma fragilidade ímpar.

Sem dinheiro, sem planejamento, não será a estrutura de primeiro mundo e muito menos o torcedor as peças responsáveis para tornar esse time vencedor.  Assim, lamentavelmente o que teremos pela frente será uma temporada marcada pela descabida postura de um presidente que nada sabe de futebol e que apostou na imagem de Roberto Cavalo para iludir o torcedor com a velha ideia da idolatria.  Cavalo aceitou o convite e assim buscou fazer o que não seria possível, ou seja, tornar vencedor, um grupo desqualificado.

Agora estão às margens de montar um elenco para o restante do ano e não sabem ao certo o que terão pelas mãos, ainda assim, dizem que tudo está dentro do planejado.  Uma piada de muito mau gosto.  Insisto em dizer que o treinador sairá com sua imagem abalada, arranhada dessa sua passagem pelo Criciúma.  Lamentável.  Mas ele aceitou abraçou essa ideia e tenta vende-la ao torcedor que a direção age com correção.

O ceticismo é a realidade que paira nesse cenário e o torcedor ciente, apaixonado, sim, mas sabedor das limitações existentes não fará nenhum tipo de projeção otimista.  E por fim, afinal o que aconteceu no caso João Afonso e Jheymi, quem se manifesta?

Ary Júnior Barreiros da Silva

Natural de Urussanga (SC). Foi goleiro de futebol de Salão do Benfica – Imbituba-SC  e atleta de handball da CME e Laguna na década de 70. Em Concórdia (SC), onde reside atualmente, atuou como diretor do Concórdia Atlético Clube.  Acompanha o Criciúma desde 1978 quando era aluno da Escola Técnica Federal de Santa  Catarina, em Florianópolis, e as cores do uniforme ainda eram o azul e branco. Nessa época, presenciou grandes atuações do time comandado por Ademir Patrício, Laerte, Serrano, entre outros, fazendo-se assim, torcedor desde então. 

Formado em Direito e Administração de Empresas, Mestre em Direito Internacional. Professor Universitário. Tem programa semanal na 104 FM de Concórdia-SC.  Preside atualmente o Miura Clube de Santa Catarina (Veteran Car) e a OSCIP Ventre Livre na cidade de Concórdia.

 

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