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Trabalho bem feito? - Ary Júnior Barreiros da Silva

28/03/2016

A obviedade transita pelo Heriberto Hulse.  Mas alguns insistem em não admitir.  Dizer que o trabalho está sendo bem feito, que está no caminho certo, etc, é coisa que o treinador Roberto Cavalo tem feito e o deve fazer sim, seu emprego depende de tais afirmações. 

No entanto, concordar com suas palavras é temerário.  Não há trabalho que resista a tanta fragilidade aliada à incompetência.  Fragilidade existe, pois, ao analisar o grupo pode-se perceber claramente o potencial do mesmo.  Ou seja, apenas fazendo figuração no campeonato estadual e caso mantenha o mesmo grupo, deverá ser candidato ao rebaixamento no brasileiro da Série B.

Incompetência se vê quando analisados o trio de atacantes à disposição do treinador.  O trio “ATAQUE DE NERVOS” (Jeferson, Bruno Lopes e Gustavo) de fato, tem levado o Criciuma a uma inanição ofensiva jamais vista.  Culpa deles?  Certamente que não.  Mas culpe-se sim, a quem entende que estão aptos para vestirem a camisa do Tigre atualmente.

Assim, Roberto Cavalo segue com suas avaliações positivas e otimistas, num cenário onde somente ele e alguns jornalistas concordam com o que está sendo colhido até então.

Desde oinício do ano já se falava a respeito dessa fragilidade aliada à incompetência de alguns atletas.  Todavia, não se viu que, de fato, assim estão as coisas pelas bandas de Criciúma.  E o presidente, sob ufanismo ilusório chegou a falar em disputar o título. 

A alguns que insistem em dizer que o Tigre está no caminho certo, se continuam afirmando tal asneira tal se dá por falta simplesmente de visão holística.   Com um elenco limitadíssimo e ainda algumas peças de qualidade duvidosa não se pode almejar muita coisa.  Exceto para o treinador, presidente e jornalistas ufanistas.

Série B batendo à porta e se não melhorarmos, a Série C nos recepcionará ao final de 2016.

 

Ary Júnior Barreiros da Silva

Natural de Urussanga (SC). Foi goleiro de futebol de Salão do Benfica – Imbituba-SC  e atleta de handball da CME e Laguna na década de 70. Em Concórdia (SC), onde reside atualmente, atuou como diretor do Concórdia Atlético Clube.  Acompanha o Criciúma desde 1978 quando era aluno da Escola Técnica Federal de Santa  Catarina, em Florianópolis, e as cores do uniforme ainda eram o azul e branco. Nessa época, presenciou grandes atuações do time comandado por Ademir Patrício, Laerte, Serrano, entre outros, fazendo-se assim, torcedor desde então. 

Formado em Direito e Administração de Empresas, Mestre em Direito Internacional. Professor Universitário. Tem programa semanal na 104 FM de Concórdia-SC.  Preside atualmente o Miura Clube de Santa Catarina (Veteran Car) e a OSCIP Ventre Livre na cidade de Concórdia.

 

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